Mas o que é estimulação cognitiva?

Cada vez mais os adultos se preocupam com sua saúde, realizam exercícios físicos regularmente e cuidando de sua alimentação. Mas será que cuidam também da sua saúde mental?

Aproximadamente 20% das pessoas no mundo com mais de 65 anos sofrem de algum tipo de comprometimento neurocognitivo. Da mesma maneira, mais de 47 milhões de pessoas sofrem de doença degenerativa cerebral, fato que está se tornando uma grande preocupação social.

Nesses dois casos, a estimulação cognitiva é uma estratégia fundamental para a melhoria e reabilitação das capacidades neurocerebrais.

Definição

A estimulação cognitiva, também conhecida como treinamento cognitivo, se refere a um conjunto de técnicas e estratégias que se tem por objetivo a manutenção das capacidades cognitivas e das funções executivas preservadas, bem como da melhora do rendimento e da eficácia daquelas que já se encontram comprometidas, como a memória de trabalho, a atenção, a linguagem, o raciocínio, dentre outras.

Essa atividade não se aplica somente a pessoas com degeneração neurocognitiva, mas também para aquelas que precisam recuperar as capacidades cognitivas quando apresentam outros tipos de problemas, como depressão, fibromialgia. O objetivo é sempre corrigir o déficit cognitivo e, assim, estabelecer o correto funcionamento cerebral que já tenha sido perdido.

Também se beneficiam dela as pessoas que não possuem comprometimento, mas que desejam melhorar seu nível atual de atividade neurológica.

Quais são as capacidades que podem ser melhoradas?

São muitas as capacidades cognitivas e funções executivas que podem ser trabalhadas, recuperando-se ou potencializando o rendimento das mesmas.

Dentre elas, as mais importantes são:

  • Atenção: selecionar, dirigir e manter um nível de atenção adequada para processar a informação relevante.
  • Percepção: codificar e coordenar as diversas sensações elementares para dar significado.
  • Memória: registrar, armazenar e processar as distintas experiências, ideias, imagens acontecimentos, etc.
  • Velocidade de processamento: é a execução cognitiva, permitindo processar informação de forma rápida e automática.
  • Racionalização: resolver problemas, extrair conclusões e aprender de maneira consciente com os acontecimentos, de maneira que possamos estabelecer relação de causa e efeito.
Quais as pessoas que podem trabalhar suas capacidades cognitivas?

Adultos, jovens e idosos com diferentes perfis podem beneficiar-se da reabilitação da sua capacidade cognitiva por intermédio de diferentes técnicas e programas de estimulação. Estes treinamentos são administrados usualmente por profissionais de saúde, como neuropsicólogo ou terapeuta ocupacional. A diferença do trabalho está no objetivo que cada profissional propõe para cada caso, como abaixo exemplificado.

Adultos e pessoas sem dificuldade: neste caso são feitos treinamento e estimulação cognitiva orientados para manter suas capacidades cognitivas e favorecer o processo de envelhecimento cognitivamente ativo e saudável.

Adultos com patologias mentais: devido às diferentes experiências da vida é frequente encontrar pessoas com depressão, fibromialgia, demência vascular, Doença de Alzheimer na fase leve ansiedade, princípios de esclerose múltipla, dano cerebral e patologias que causam danos cognitivos. Nesses casos, se faz necessária a reabilitação para que as limitações não tenham avanço, ou ao menos elas se desenvolvam mais lentamente.

Executivos, esportistas e outros profissionais: pessoas que dependem de um bom desempenho cerebral para sua profissão podem fazer o treinamento cognitivo para melhorar e fortalecer suas capacidades neurológicas, aumentando seu rendimento no trabalho.

Qual atividade e exercício de estimulação uma pessoa pode fazer

Além dos métodos tradicionais de trabalho, como atividades envolvendo cadernos de exercícios específicos, jogos com desafios e atividade lúdicas (estas últimas, especialmente para crianças), existem outras tecnologias que podem ser usadas no consultórios, sempre com a orientação de um profissional especializado.

Jogos de treinamento cerebral

Nos dias de hoje praticamente qualquer pessoa tem acesso a computadores, tablets ou celulares. Isso facilita a prática de exercícios de estimulação cognitiva para adultos e idosos em qualquer lugar, por intermédio dos exercícios mentais guiados pela tecnologia. Esses jogos aumentam o grau de dificuldade para trabalhar as diferentes capacidades cognitivas e funções executivas, como no caso da atenção, linguagem e memória, dentre outros.

Neurotecnologia para a estimulação cognitiva

Recentemente estão sendo usados novos paradigmas para mudança neuroplasmática em áreas cerebrais relacionadas com o rendimento cognitivo, de forma que se possa aperfeiçoar seu funcionamento. São utilizadas tecnologias recentes, baseadas em avançados equipamentos de eletroencefalograma (EEG), para que se possa registrar a atividade cerebral de cada pessoa, adaptando o trabalho individualmente. A intenção é produzir mudanças na neuroplasticidade cerebral.

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