Disgrafia e Disortografia

Disgrafia

A disgrafia normalmente é chamada de “letra de médico ou letra feia” mas, na verdade, o que acontece é uma incapacidade que a criança apresenta em adquirir a escrita.

Segundo o DSM IV, “A disgrafia caracteriza-se por erros gramaticais de pontuação, organização pobre de parágrafos, múltiplos erros de ortografia e uma grafia deficitária”.

Ainda existem outras formas de erros que se pode observar, como escrever rápido ou muito devagar, letra muito grande e segurar o lápis ou a caneta errado.

Essa dificuldade não acontece apenas na escrita, mas também em identificar letras, sinais e desenho. Por isso, confundir disgrafia com a dislexia torna-se normal. Porém, o que a diferencia da dislexia é a dificuldade de realizar um desenho ou copiar um texto, mas não de realizar a leitura. Existem casos, inclusive, de crianças que não conseguem ler e nem escrever; podem, assim, receber o diagnóstico de dislexia associada à disgrafia.

A disgrafia pode se apresentar de três maneiras.

  • Grave: não se consegue ler o que está escrito,
  • Moderada: são poucas as letras que se apresentam legíveis; neste caso, a criança apresenta uma disfunção motora para reproduzir,
  • Discreta: texto legível, mas com a chamada “letra feia”.

Disortografia

A disortografia caracteriza-se por escrever com erros gramaticais. Ocorrem, também, erros em falar e ouvir, o que se traduz em dificuldade para passar para o papel o que acabou de ler, escrever e ouvir. Tal dificuldade tem a causa na decodificação que pode estar relacionada com uma alteração visual ou auditiva.

A disortografia também leva as crianças a trocar fonemas durante a escrita, separar as palavras erradamente e fazer confusão com as sílabas. Pode faltar letras na escrita, não serem observados os sinais gráficos durante a leitura, como acentuação e pontuação. Esses erros são observados logo no início da alfabetização, quando já se tenha conquistada a capacidade de leitura.

Para que se possa ser considerada disgráfica a criança deve, apesar de já estar na idade de alfabetização, apresentar um número grande erros na escrita e recusa pela leitura e escrita. Nesse contexto, é importante saber que até o terceiro ano a criança apresenta confusões ortográficas, pois ainda não domina a relação entre fonema (som) e grafema (escrita) e, assim, ainda não pode ser considerada disgráfica ou disortográfica.

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